•Julho 23, 2008 •
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Há três dias meu estômago me atormenta. Há uma vida comer direito não é algo que anda comigo de mãos dadas. Provavelmente eu de um lado da rua, ele de outro. Porém, penso que na altura do campeonato ele tenha entrado no primeiro vôo pro Japão e de lá não pretende voltar. A verdade mesmo é nunca liguei pra isso. O auto-controle nunca foi o meu forte e acho que esse foi-se embora com o primeiro citado.
Já fiz dietas, já fui a médicos, já segui a risca, já participei de orgias alimentares comigo mesmo. Logo na primeira semana depois das consultas, das promessas, do ano novo, do regime novo é tudo lindo. As verduras e as carnes leves no prato. Na semana seguinte as verduras e as carnes leves na folha grudada na geladeira. E o carro na fila do drive-t. do MC. O alerta? Não consigo dormir faz três dias. A resposta do médico? Bem não foi do médico dizendo claramente. A resposta foi de uma bulimia de três anos. Seus sintômas podem ter chegado. Não se apavorem! Não mais do que eu. A bulimia já mandei pro espaço… só não sabia que ela deixaria lembranças.
Bem vindos finalmente ao folha de alface.
Apresento-lhes seu verdadeiro tema, múltiplos, mas resumidos todos em meu ser.
Sentem-se nesse baquete, devorem toda minha auto-estima, meu auto-controle, a beleza, a auto-destruição, dias de derrota, dias de vitória, saúde, médicos, complexos (muitos complexos). Bem acho que isso já pesa bastante na balança.
Bjos. O folha de alface se inicia aqui.
ENJOY!
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•Julho 17, 2008 •
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Ecrever não é algo tão fácil para mim, ou sai tudo de uma vez, ou não sai coisa nenhuma. Tem que bater aquele vento que inspira, tocar a quela música que aquece a memória, tem que sentir aquele cheiro que faz a gente vivenciar a grafia.
Na verdade ainda não defini ainda qual é o motivo desse blog, seu foco ou a quem ele se destina. Acho que ele está substituindo o divã da minha psico que está de férias. Mas vá-lá! O bom é perceber que um divã não é tão essencial assim pras nossas vidas (pra mim ainda não é dispensável). Fernanda Takai que o diga! Aliás uma boa trilha sonora pra ventilar a brisa da escrita.
As férias? Não! Elas não seguiram os planos! E que planos a vida segue não é?! Preciso começar parar de fazê-los. O futuro tráz nostalgia, o medo de cometer aquela cagada duas vezes, a obrigação de fazer certo mais pra frente. O passado é história que explica o presente mas que prende. É preciso aprender a chamar o presente pra tomar uma cervejinha de vez enquando, ou até mesmo pra resolver uma equação de cálculo! Ora! Vamos tentar acertar o exercício de agora! O da prova deixe pro seu dia certo. Até as equações têm seus momentos certos. Mas deixemos as exatas e voltemos aos incertos.
As Férias não foram de academia nem de regime. Nem estudo nem de leituras. Foi muito ferias.com orkut msn. Aliás deixe-me expressar melhor. Elas duraram 6 meses! Sem estudo, sem pegar no lápis. Venho agora com os dedos gastos de digitar. Com o enter do lap quebrado. Mas com muita coisa boa bagagem. O inglês tá fodástico, minha fluência cada vez melhor com as aulas que estou dando. O trabalho cada vez me dando um networking fenomenal. E a expectativa de crescer fazendo o que eu gosto cada vez aumenta. Realmente por quê não chamar o presente pra umas férias? €Chamá-lo pra trancar a faculdade! Que se foda quando eu vou formar-me. Só sei que sei o que eu quero por enquanto, nesse instante… se não quiser mais vai ser num presente futuro. Mas o presente presente tá aqui na minha cama junto comigo cu\rtindo e soltando o verbo nessas páginas.
Cansei. Volto quando o presente quiser.
Bjos
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•Junho 27, 2008 •
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Duas e meia da tarde, o banco me dá mais um talão de cheques. A partir daí a terapia de longa data não existe mais, o floral para a ansiedade secou no vido e foi eliminado pelo suor. Sou eu, crú, como de costume. Eu e a compulsão, puro. Pura cmpulsão. Sem floral, sem reflexão e o pensamento só nele. O bendito óculos da GUCCI. Prometera eu mil vezes não usar mais nenhuma folha de cheques. Não uma! Nenhuma! Mas dez de uma vez se foram hoje. Um óculos: 30 baladas de sábado, 50 jantares japoneses, 60 sessões de terapia. Mas não! UM ÓCULOS.
Felicidade instantânea! Fiquei lindo, como não ficaria, é um gucci… enfim poupemos o nosso leitor de mesquinharias, porque a que nós temos é de sobra. Se queria ser assim? Não! Claro que não! Pudera eu ficr feliz com um sacolão na C&A ou na Renner. ‘Labels and Brands’. Depois chegando em casa o discurso materno comparando valores, falando do meu esoísmo. “Você quer tudo pra você!”, pior que ouvir isso é ouvir isso na voz mais suave de um rosto que trabalhou o dia inteiro pra cobrir meu banco, pagar meu perfume, minha luz, meu carro, minha gasolina e outras coisas mais que não somariam o preço do bendito.
Duro?! Não! Pior! Futucou no fundo, saca aquela dorzinha que é a mais fulminante? Aquela dor, tão dolorida que não deixa espaço pra choro, pra lágrimas.
Acabou assim: ‘Eu só queria um pouco mais de amizade, queria trabalhar e além disso ir escolher o óculos com você. Dá-lo de presente, mas nem isso eu tenho direito mais. Nem o prazer de me doar mais, de dar mais.’
Ladrão! De dinheiro, de sentimentos, de ternura, de suor…
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•Junho 27, 2008 •
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Depois de muito tempo sem estudar, sem ver um papél, depois de muito tempo sem traduzir meus sentimentos,volto aqui. Não na tentativa de codificá-los, nem de mostrar ao mundo, apesar de estar vunerável a tudo isso. Na verdade eu meio que esqueci da minha caligrafia e há alguns meses eu transformei o lápis das aulas de cálculo no teclado do note que eu ainda estou pagando o que contabiliza mais ou menos 5 meses. 5 meses sem faculdade, 5 meses de noites incansáveis no msn, orkut e outras coisas que possuem ‘.com’.
Confesso! Não foi meu eu que encorajou-me a colocar coisas nesta página. Depois de várias sessões com minha psicóloga ela me perguntou do que eu gostava de fazer quando ficava triste. Se eu compunha, se escrevia, chorava, gritava. Pois faz um bom tempo que tudo o que passa em minha vida, PASSA. Sem ficar, sem marcar… só passa e eu estou indo junto como o gol preto que para ao lado seu no semáforo às seis da tarde na sexta-feira que pra nós não fez a mínima diferença. Me lembrei na hora das músicas compostas pro primeiro sofrimento amoroso, guardadas nos ‘meus documentos’ como arquivo oculto. Lembrei também da caixa de cartas em cima do guarda-roupas…
Grande merda! Vem o meu melhor amigo e só diz assim:
“Não acho sua cara escrever alguma coisa.”
Isso soou muitas vezes, eu achei audácia demais. E pensei que esse fato valeria a pena ser cumprido, não como um desaforo, mas como um ‘back to basics’ pra mim, pra minha vida. Extravazemos, falemos a noite inteira! Muita cãimbra nos dedos! Muitas letras, muita coisa pra jogar na lixeira, mais coisas ainda pra guardar no coração, meditar, mas nunca apagar! Registrar e tirar não sei o que de tudo!
BJOS PROS 0 INTERNAUTAS QUE ME LÊEM!
=)
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